Depois de tudo
A espera é vã
Quando nas mãos encerrei os sentidos
Em malabarismos sublimes
Mantive cativa a essência
E o teu corpo
Soberbo
Desalinhado em sobressalto
Entre abismos e montanhas
Engolindo o meu sem a ilusão de amanhã
Se tudo foi meu preterindo deus
Escapando-me só a eternidade
Que esperar agora
Que o mundo é uma janela aberta para lugar nenhum
Sirva-me morte
Junho 11, 2010
Junho 08, 2010
Poente
Em ti há um sol que nasce
Alvorada da minha alma adormecida
Há uma ilha e um mar imenso
Depois
São os teus olhos
Perdidos
Estrelas que fitam o universo
E há o mapa e o labirinto interminável
A porta entreaberta
Vislumbres subtis do Éden
Quimérico intangível
Nas tuas mãos
Poente
Pé ante pé
Ofereces-me a noite
Alvorada da minha alma adormecida
Há uma ilha e um mar imenso
Depois
São os teus olhos
Perdidos
Estrelas que fitam o universo
E há o mapa e o labirinto interminável
A porta entreaberta
Vislumbres subtis do Éden
Quimérico intangível
Nas tuas mãos
Poente
Pé ante pé
Ofereces-me a noite
Abril 10, 2010
Perdoa-me por não teres morrido nos meus braços
Perdoa-me por não teres morrido nos meus braços
Quando eu renasci tantas vezes nos teus
Meu farol que procurei em noites de tempestade
E porto de abrigo de onde zarpei sempre na bonança
Perdoa-me por não ter-te dito adeus
Quando me esperaste tantas noites
Na solidão de um amor que não querias sentir
Perdoa-me pelas juras desfiadas como rezas
Em madrugadas de delírio e embriaguez
Trago-te comigo na metafísica dos sentidos
Doce quimera da minha alma
Quando eu renasci tantas vezes nos teus
Meu farol que procurei em noites de tempestade
E porto de abrigo de onde zarpei sempre na bonança
Perdoa-me por não ter-te dito adeus
Quando me esperaste tantas noites
Na solidão de um amor que não querias sentir
Perdoa-me pelas juras desfiadas como rezas
Em madrugadas de delírio e embriaguez
Trago-te comigo na metafísica dos sentidos
Doce quimera da minha alma
Março 25, 2010
Fantasmas
Há um lugar onde me escondo, encoberta por uma fina camada de tempo.
Há dias em que não sei sair.
Às vezes desfaz-se o silêncio, dobro-me mais sobre os joelhos, fecho os olhos para não ver - não sei se lá estiveram - nunca quero olhar, mas oiço… oiço rondar em passos leves, oiço-os viver dentro de mim.
Há dias em que não sei sair.
Às vezes desfaz-se o silêncio, dobro-me mais sobre os joelhos, fecho os olhos para não ver - não sei se lá estiveram - nunca quero olhar, mas oiço… oiço rondar em passos leves, oiço-os viver dentro de mim.
Março 15, 2010
Búzio Cheio de Mar
Outubro 18, 2008

Senti a tua falta nos meus sonhos.
Vultos de volúpia á meia-luz, senti a tua ausência em cada gesto desalinhado em busca do meu corpo.
Sinto a tua falta agora, rodando o vinho tinto no balão...
A luz das velas reflecte-se na janela e está escuro... é noite dentro de mim!
Nocturnas de Chopin e a minha alma incendeia, inflama o desejo embriagado, inebriado de ti.
Quero-te agora!
Silêncioso e quente colado á minha pele... num doce balanço ao contrário do relógio, que faça o tempo parar... flutuar no ínfimo instante em que o limite dos nossos corpos é a ténue linha entre o céu e o mar.
Junho 12, 2008
Morte
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